terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Estônia

Ok, então fomos pra Tallinn.
Acordamos as 5h30 (depois de umas horas de sono), pegamos o ônibus das 6h30 pra Helsinki, o ferry das 10h30 pra Tallinn e chegamos lá ao 12h30.
Tallinn tem uma parte mais antiga, murada. Muito bonita, casas coloridas, igrejas católicas e ortodoxas russas e um castelo na parte alta, protegido por uma segunda muralha - conjunto tombado pela UNESCO como Patrimônio Cultural. Beem legal.
Estoniano - a língua - parece com finlandês, mas a impressão que ficou é q até mendigo fala inglês (e isso não é só uma piadinha...). Eles são parte da Comunidade Européia, mas não usam o euro. São menos tímidos que os finlandeses. Mas tb qm não é? :p

Mas o fato é que, como álcool na Finlândia é muuuuito caro (depois posto alguma coisa explicando melhor isso), todo mundo que vai pra lá traz bebida - era só dar uma olhada ao redor no ferry na volta.
A gente tb não podia deixar de aproveitar: 28 litros de cerveja e 6,7 litros de destilados: é um investimento, veja bem...

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Meu bolso tem medo de sextas-feiras 13

Faz um tempão q não posto aqui. Mas as coisas não tem parado de acontecer... Tá corrido, mas tá tudo certo.

Finalmente estamos agora planejando as viagens por aqui por perto. Fim de semana que vem vamos a São Petersburgo - que, de acordo com os experieciados é um "must" - e resolvemos ontem que amanhã vamos a Tallin.
Com tudo isso, ontem, durante uma tarde eu e mais dois amigos pagamos São Petersburgo+Visto pra Rússia e mais cinco passagens Turku-Helsinki-Tallin-Helsinki-Turku. Depois, o Adam ainda foi no supermercado.

Resumo da ópera: 3 pessoas, uma tarde de sexta 13: €1122 gastos

domingo, 25 de janeiro de 2009

Agradecimento

Queria agradecer a Fernanda, pq descobri que só estou aqui pq ela veio pra cá antes de mim... Brigado!
Essas papeladas e burocracias de acordos entre faculdades, viu...

sábado, 24 de janeiro de 2009

Ônibus 2 / Empréstimo

Mas isso de não ter ônibus noturno é um problema...

Na mesma balada da quarta, o meu colega de ap não saiu no mesmo taxi com a gente. Umas duas horas depois, qndo – bebasso – ele resolveu sair da balada, não havia mais opções: ônibus só dali a duas horas num frio desgraçado, taxi só se ele pagasse sozinho e andar uma hora no frio, bêbado, correndo o risco de se perder e passar mais tempo ainda no frio não eram soluções confortáveis...
Manguaçado, as bicicletas ao redor começaram a ter um novo valor...
Resultado: na noite seguinte retornamos a bicicleta ao seu lugar de origem e na outra noite ela já não estava mais lá. Espero que ela tenha encontrado seu dono original... Eu espero que ele não saiba português, mas se ele souber: Obrigado e desculpa.

Susto

Associações estudantis são ativas aqui em Turku. Uma das coisas que eles têem feito, pelo menos agora no começo do semestre, é, semana sim semana não, fechar com uma balada uma festa semi-particular. O problema é que, pra ser barato, essas festas são no meio da semana. Tudo bem, vai cedo, volta não tão tarde e vai pra aula no dia seguinte, certo?
Então, não é bem assim... Os ônibus noturnos só rodam aqui em Turku nos fds. E isso quer dizer q a gente fica meio q na mão... Enfim, na quarta-feira rolou uma dessas festas e, lá pelas 2 e pouco rachamos um taxi-van pra levar a gente pra casa.

Chegando em casa, cadê meu passaporte? Eu saí da balada com ele, mas ele não está mais comigo... Refaço o caminho do taxi até o ap, de havaianas na neve (não recomendo), e nada. Concluo, então, que devo ter deixado cair no taxi, na hora de pagar. Nada mais pode ser feito naquela noite e melhor dormir pra ir pra aula as 10 hs do dia seguinte.
No ônibus caminho pra facul, já ligo pro consulado do Brasil em Helsinki, perguntando o q q eu faço se eu precisar de um novo passaporte: certificado de reservista, título de eleitor (que obviamente não foram trazidos) e cinco dias úteis... Além de Helsinki ser a uns 160 km daqui.

Sabe que os finlandeses são diferentes dos brasileiros, franceses, eslovacos e vixe, a lista é longa... Nos outros países, o procedimento normal seria ligar pra o número escrito no passaporte pedindo uma recompensa por ter achado teu passaporte (tipo uma ligação no naipe: “qnto vc pagaria pelo seu passaporte?”). Mas eu não tinha nem escrito meu endereço no meu passaporte e mto menos meu telefone. Logo o passaporte seria jogado no lixo ou algo do tipo...
Adam, meu roomate, é acordado por volta do meio-dia, por uma senhora simpática: a taxista, que disse algo como: “eu lembrava do endereço que tinha deixado o Sérgio, chequei a caixa de correio com o sobrenome pra descobrir o apartamento exato”. E tá aí, devolvido meu passaporte.

Meu anjo da guarda chama Heli e dirige um taxi.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Ônibus...

Åbo – pra quem acabou de chegar, esse é o nome da cidade que eu estou morando – é uma cidade pequena, com uns 175 mil habitantes. Isso significa que aqui não existe trânsito. Dessa forma, se faz possível prever a hora que os ônibus vão passar, com um simples caderninho com todos os horários de saída dos ônibus de seus respectivos pontos finais. Coisa simples, que poderia ser feita em São Paulo. Só que não seria eficiente, dada a previsibilidade do trânsito de sampa.
Tudo muito intuitivo e simples pra quem pega ônibus e se locomove no precário transporte público da caótica megalópole paulistana. Mas tem sempre um desacostumado com ônibus... Anteontem foi o dia de uma garota estadunidense, acostumada – como qualquer americano – a ter seu próprio carro.

Aqui, todos os ônibus passam pela “Kauppatori”, a “Praça do Mercado”, e portanto saem da praça em dois sentidos. Enfim, a garota não queria esperar mais vinte minutos pelo ônibus certo e resolveu pegar o ônibus no outro sentido. Meia hora depois, recebo uma ligação – ela estava numas ilhas, ao sul da cidade, longe de tudo. Acabou levando mais uma hora pra ela chegar aqui em casa, onde tava rolando um esquenta pra balada.
Enfim. De noite há menos linhas rodando, e todas elas têm um trajeto diferente, pra cobrir a cidade da mesma forma. O último ônibus sai as 2h30. Por volta das 3, recebo uma ligação da mesma garota: perdi minha parada, tou no meio do nada e nem sei onde é isso... Toca resgatar a coitada.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Gelo é pior que neve...

Texto de 10/jan:

Ontem e hoje estamos tendo aqui as mais altas temperaturas até agora. Ousaria dizer que está quente... Mas o fato é que está, em média, uns 3º C. Ainda é pouco, mas é o suficiente – sabe como é q é – pra fazer toda aquela neve começar a derreter. E isso tudo faz você entender pq as pessoas preferem neve a gelo. Rola um baita festival de pequenas escorregadas na rua e eu já estreei meu “airbag traseiro” com uma queda bizarra, coisa de ficar com as duas pernas abertas e pra cima...

Hoje também me colocaram em cima de patins no gelo. Uma pista pública, num parque aberto. Foi engraçado, e meio ridículo, no mínimo... Eu mal conseguindo me locomover em cima daquilo e umas criancinhas de 10 anos passando mó rápido. Enfim. Acho q ainda não posso dizer que sei andar de patins no gelo.
Me deram também um tipo diferente de patins, no qual a lâmina não é rígida, parte integrante do sapato, mas uma peça separada, que se move em relação ao sapato, de um jeito meio como em “cross-country skiing” ou “ski de fond”. Até as pessoas que estavam acostumadas a andar de patins tiveram alguma dificuldade com esses patins – não que no outro patins eu tb não fosse apanhar...