Queria agradecer a Fernanda, pq descobri que só estou aqui pq ela veio pra cá antes de mim... Brigado!
Essas papeladas e burocracias de acordos entre faculdades, viu...
domingo, 25 de janeiro de 2009
sábado, 24 de janeiro de 2009
Ônibus 2 / Empréstimo
Mas isso de não ter ônibus noturno é um problema...
Na mesma balada da quarta, o meu colega de ap não saiu no mesmo taxi com a gente. Umas duas horas depois, qndo – bebasso – ele resolveu sair da balada, não havia mais opções: ônibus só dali a duas horas num frio desgraçado, taxi só se ele pagasse sozinho e andar uma hora no frio, bêbado, correndo o risco de se perder e passar mais tempo ainda no frio não eram soluções confortáveis...
Manguaçado, as bicicletas ao redor começaram a ter um novo valor...
Resultado: na noite seguinte retornamos a bicicleta ao seu lugar de origem e na outra noite ela já não estava mais lá. Espero que ela tenha encontrado seu dono original... Eu espero que ele não saiba português, mas se ele souber: Obrigado e desculpa.
Na mesma balada da quarta, o meu colega de ap não saiu no mesmo taxi com a gente. Umas duas horas depois, qndo – bebasso – ele resolveu sair da balada, não havia mais opções: ônibus só dali a duas horas num frio desgraçado, taxi só se ele pagasse sozinho e andar uma hora no frio, bêbado, correndo o risco de se perder e passar mais tempo ainda no frio não eram soluções confortáveis...
Manguaçado, as bicicletas ao redor começaram a ter um novo valor...
Resultado: na noite seguinte retornamos a bicicleta ao seu lugar de origem e na outra noite ela já não estava mais lá. Espero que ela tenha encontrado seu dono original... Eu espero que ele não saiba português, mas se ele souber: Obrigado e desculpa.
Susto
Associações estudantis são ativas aqui em Turku. Uma das coisas que eles têem feito, pelo menos agora no começo do semestre, é, semana sim semana não, fechar com uma balada uma festa semi-particular. O problema é que, pra ser barato, essas festas são no meio da semana. Tudo bem, vai cedo, volta não tão tarde e vai pra aula no dia seguinte, certo?
Então, não é bem assim... Os ônibus noturnos só rodam aqui em Turku nos fds. E isso quer dizer q a gente fica meio q na mão... Enfim, na quarta-feira rolou uma dessas festas e, lá pelas 2 e pouco rachamos um taxi-van pra levar a gente pra casa.
Chegando em casa, cadê meu passaporte? Eu saí da balada com ele, mas ele não está mais comigo... Refaço o caminho do taxi até o ap, de havaianas na neve (não recomendo), e nada. Concluo, então, que devo ter deixado cair no taxi, na hora de pagar. Nada mais pode ser feito naquela noite e melhor dormir pra ir pra aula as 10 hs do dia seguinte.
No ônibus caminho pra facul, já ligo pro consulado do Brasil em Helsinki, perguntando o q q eu faço se eu precisar de um novo passaporte: certificado de reservista, título de eleitor (que obviamente não foram trazidos) e cinco dias úteis... Além de Helsinki ser a uns 160 km daqui.
Sabe que os finlandeses são diferentes dos brasileiros, franceses, eslovacos e vixe, a lista é longa... Nos outros países, o procedimento normal seria ligar pra o número escrito no passaporte pedindo uma recompensa por ter achado teu passaporte (tipo uma ligação no naipe: “qnto vc pagaria pelo seu passaporte?”). Mas eu não tinha nem escrito meu endereço no meu passaporte e mto menos meu telefone. Logo o passaporte seria jogado no lixo ou algo do tipo...
Adam, meu roomate, é acordado por volta do meio-dia, por uma senhora simpática: a taxista, que disse algo como: “eu lembrava do endereço que tinha deixado o Sérgio, chequei a caixa de correio com o sobrenome pra descobrir o apartamento exato”. E tá aí, devolvido meu passaporte.
Meu anjo da guarda chama Heli e dirige um taxi.
Então, não é bem assim... Os ônibus noturnos só rodam aqui em Turku nos fds. E isso quer dizer q a gente fica meio q na mão... Enfim, na quarta-feira rolou uma dessas festas e, lá pelas 2 e pouco rachamos um taxi-van pra levar a gente pra casa.
Chegando em casa, cadê meu passaporte? Eu saí da balada com ele, mas ele não está mais comigo... Refaço o caminho do taxi até o ap, de havaianas na neve (não recomendo), e nada. Concluo, então, que devo ter deixado cair no taxi, na hora de pagar. Nada mais pode ser feito naquela noite e melhor dormir pra ir pra aula as 10 hs do dia seguinte.
No ônibus caminho pra facul, já ligo pro consulado do Brasil em Helsinki, perguntando o q q eu faço se eu precisar de um novo passaporte: certificado de reservista, título de eleitor (que obviamente não foram trazidos) e cinco dias úteis... Além de Helsinki ser a uns 160 km daqui.
Sabe que os finlandeses são diferentes dos brasileiros, franceses, eslovacos e vixe, a lista é longa... Nos outros países, o procedimento normal seria ligar pra o número escrito no passaporte pedindo uma recompensa por ter achado teu passaporte (tipo uma ligação no naipe: “qnto vc pagaria pelo seu passaporte?”). Mas eu não tinha nem escrito meu endereço no meu passaporte e mto menos meu telefone. Logo o passaporte seria jogado no lixo ou algo do tipo...
Adam, meu roomate, é acordado por volta do meio-dia, por uma senhora simpática: a taxista, que disse algo como: “eu lembrava do endereço que tinha deixado o Sérgio, chequei a caixa de correio com o sobrenome pra descobrir o apartamento exato”. E tá aí, devolvido meu passaporte.
Meu anjo da guarda chama Heli e dirige um taxi.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Ônibus...
Åbo – pra quem acabou de chegar, esse é o nome da cidade que eu estou morando – é uma cidade pequena, com uns 175 mil habitantes. Isso significa que aqui não existe trânsito. Dessa forma, se faz possível prever a hora que os ônibus vão passar, com um simples caderninho com todos os horários de saída dos ônibus de seus respectivos pontos finais. Coisa simples, que poderia ser feita em São Paulo. Só que não seria eficiente, dada a previsibilidade do trânsito de sampa.
Tudo muito intuitivo e simples pra quem pega ônibus e se locomove no precário transporte público da caótica megalópole paulistana. Mas tem sempre um desacostumado com ônibus... Anteontem foi o dia de uma garota estadunidense, acostumada – como qualquer americano – a ter seu próprio carro.
Aqui, todos os ônibus passam pela “Kauppatori”, a “Praça do Mercado”, e portanto saem da praça em dois sentidos. Enfim, a garota não queria esperar mais vinte minutos pelo ônibus certo e resolveu pegar o ônibus no outro sentido. Meia hora depois, recebo uma ligação – ela estava numas ilhas, ao sul da cidade, longe de tudo. Acabou levando mais uma hora pra ela chegar aqui em casa, onde tava rolando um esquenta pra balada.
Enfim. De noite há menos linhas rodando, e todas elas têm um trajeto diferente, pra cobrir a cidade da mesma forma. O último ônibus sai as 2h30. Por volta das 3, recebo uma ligação da mesma garota: perdi minha parada, tou no meio do nada e nem sei onde é isso... Toca resgatar a coitada.
Tudo muito intuitivo e simples pra quem pega ônibus e se locomove no precário transporte público da caótica megalópole paulistana. Mas tem sempre um desacostumado com ônibus... Anteontem foi o dia de uma garota estadunidense, acostumada – como qualquer americano – a ter seu próprio carro.
Aqui, todos os ônibus passam pela “Kauppatori”, a “Praça do Mercado”, e portanto saem da praça em dois sentidos. Enfim, a garota não queria esperar mais vinte minutos pelo ônibus certo e resolveu pegar o ônibus no outro sentido. Meia hora depois, recebo uma ligação – ela estava numas ilhas, ao sul da cidade, longe de tudo. Acabou levando mais uma hora pra ela chegar aqui em casa, onde tava rolando um esquenta pra balada.
Enfim. De noite há menos linhas rodando, e todas elas têm um trajeto diferente, pra cobrir a cidade da mesma forma. O último ônibus sai as 2h30. Por volta das 3, recebo uma ligação da mesma garota: perdi minha parada, tou no meio do nada e nem sei onde é isso... Toca resgatar a coitada.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Gelo é pior que neve...
Texto de 10/jan:
Ontem e hoje estamos tendo aqui as mais altas temperaturas até agora. Ousaria dizer que está quente... Mas o fato é que está, em média, uns 3º C. Ainda é pouco, mas é o suficiente – sabe como é q é – pra fazer toda aquela neve começar a derreter. E isso tudo faz você entender pq as pessoas preferem neve a gelo. Rola um baita festival de pequenas escorregadas na rua e eu já estreei meu “airbag traseiro” com uma queda bizarra, coisa de ficar com as duas pernas abertas e pra cima...
Hoje também me colocaram em cima de patins no gelo. Uma pista pública, num parque aberto. Foi engraçado, e meio ridículo, no mínimo... Eu mal conseguindo me locomover em cima daquilo e umas criancinhas de 10 anos passando mó rápido. Enfim. Acho q ainda não posso dizer que sei andar de patins no gelo.
Me deram também um tipo diferente de patins, no qual a lâmina não é rígida, parte integrante do sapato, mas uma peça separada, que se move em relação ao sapato, de um jeito meio como em “cross-country skiing” ou “ski de fond”. Até as pessoas que estavam acostumadas a andar de patins tiveram alguma dificuldade com esses patins – não que no outro patins eu tb não fosse apanhar...
Ontem e hoje estamos tendo aqui as mais altas temperaturas até agora. Ousaria dizer que está quente... Mas o fato é que está, em média, uns 3º C. Ainda é pouco, mas é o suficiente – sabe como é q é – pra fazer toda aquela neve começar a derreter. E isso tudo faz você entender pq as pessoas preferem neve a gelo. Rola um baita festival de pequenas escorregadas na rua e eu já estreei meu “airbag traseiro” com uma queda bizarra, coisa de ficar com as duas pernas abertas e pra cima...
Hoje também me colocaram em cima de patins no gelo. Uma pista pública, num parque aberto. Foi engraçado, e meio ridículo, no mínimo... Eu mal conseguindo me locomover em cima daquilo e umas criancinhas de 10 anos passando mó rápido. Enfim. Acho q ainda não posso dizer que sei andar de patins no gelo.
Me deram também um tipo diferente de patins, no qual a lâmina não é rígida, parte integrante do sapato, mas uma peça separada, que se move em relação ao sapato, de um jeito meio como em “cross-country skiing” ou “ski de fond”. Até as pessoas que estavam acostumadas a andar de patins tiveram alguma dificuldade com esses patins – não que no outro patins eu tb não fosse apanhar...
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Sobre as aulas
Texto de 9jan:
Ontem tive a primeira aula de “Modelagem e Controle de Sistemas Estocásticos”. No final do intervalo, o professor volta com três exemplares de um livrinho com um apanhado fantástico de matemática – de geometria a transformada Z, passando por métodos numéricos e estatística – para TODOS os três alunos do curso.
Logo no primeiro dia, escrevi umas 3 folhas A4 frente e verso... E teve umas duas coisas na aula q eu nunca vi na vida (uma das quais o professor lançou um “isso daqui, espero que seja de conhecimento de todos”...).
De noite, em casa, revisando as coisas, percebi que ainda não sabia o nome do meu professor. Descubro que ele é o autor do livrinho que ele deu pra a gente.
Hoje, segunda aula: mais 4 folhas A4 frente e verso. Acabo almoçando com um dos colegas, um iraniano que está fazendo o PhD dele aqui. O outro colega é queniano. Não perguntei, mas acho q a média de idade deve ficar em torno dos 25, comigo puxando pra baixo...
Ontem tive a primeira aula de “Modelagem e Controle de Sistemas Estocásticos”. No final do intervalo, o professor volta com três exemplares de um livrinho com um apanhado fantástico de matemática – de geometria a transformada Z, passando por métodos numéricos e estatística – para TODOS os três alunos do curso.
Logo no primeiro dia, escrevi umas 3 folhas A4 frente e verso... E teve umas duas coisas na aula q eu nunca vi na vida (uma das quais o professor lançou um “isso daqui, espero que seja de conhecimento de todos”...).
De noite, em casa, revisando as coisas, percebi que ainda não sabia o nome do meu professor. Descubro que ele é o autor do livrinho que ele deu pra a gente.
Hoje, segunda aula: mais 4 folhas A4 frente e verso. Acabo almoçando com um dos colegas, um iraniano que está fazendo o PhD dele aqui. O outro colega é queniano. Não perguntei, mas acho q a média de idade deve ficar em torno dos 25, comigo puxando pra baixo...
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Ainda um texto antigo, de 7jan...
Como disse, no domingo nos reunimos para não sofrer de banzo (palavra incorporada ao vocabulário na Antuééééééérpia...). Em cinco, saímos procurando um lugar perto daqui pra comprar cerveja. Na volta, sugeri de deixarmos a cerveja do lado de fora – afinal tava uns -12º C, e seria mais efetivo que o nosso freezer. Começamos a beber.
Aos fatos: que ninguém venha mais me dizer que Fernet é tradicional da Argentina. Meu roomate, Adam, trouxe Fernet de lá e disse que a bebida é tradicional da República Tcheca. Parece que as pessoas costumam até fazer artesanalmente Fernet e outras bebidas parecidas, também feitas a partir de ervas.
Enfim, uma hora e meia depois, fui pegar uma breja do lado de fora. Ao abri-la, uma surpresa: ela estava choca. Sabe aquilo que acontece quando vc deixa ela por umas 4 horas no freezer? Pois é. Era hora de tirar elas de fora de casa...
Como disse, no domingo nos reunimos para não sofrer de banzo (palavra incorporada ao vocabulário na Antuééééééérpia...). Em cinco, saímos procurando um lugar perto daqui pra comprar cerveja. Na volta, sugeri de deixarmos a cerveja do lado de fora – afinal tava uns -12º C, e seria mais efetivo que o nosso freezer. Começamos a beber.
Aos fatos: que ninguém venha mais me dizer que Fernet é tradicional da Argentina. Meu roomate, Adam, trouxe Fernet de lá e disse que a bebida é tradicional da República Tcheca. Parece que as pessoas costumam até fazer artesanalmente Fernet e outras bebidas parecidas, também feitas a partir de ervas.
Enfim, uma hora e meia depois, fui pegar uma breja do lado de fora. Ao abri-la, uma surpresa: ela estava choca. Sabe aquilo que acontece quando vc deixa ela por umas 4 horas no freezer? Pois é. Era hora de tirar elas de fora de casa...
domingo, 11 de janeiro de 2009
Começando...
Ok, ok... Resolvi criar um blog. Até um pouco atrasado, talvez. A culpa não é minha - ainda estou sem net no meu ap e tou usando net numa biblioteca pública. Mas já tinha escrito uns textos e não vou jogá-los fora (sim, sou preguiçoso demais pra reescrever e ficaria um post enorme q ninguem ia ler)
Enfim, esse texto foi feito na segunda-feira, dia 5jan... Enjoy it:
Ok, eu ainda não tenho internet no meu apartamento, então escrevo pra o meu computador sem nem saber se eu vou postar esse texto em algum lugar obscuro da internet ou não...
Mas o fato é que estar na Finlândia e ver e viver coisas que eu nunca tinha visto me faz ter vontade de escrever isso. Seria isso algum tipo de diário?
Enfim, após curtir fantásticas companhias em Paris, Antuééééééérpia e região, eu embarquei nessa pequena-grande aventura até essa terra de gelo. Após passar a noite do dia 1 pro dia 2 em claro, peguei um ônibus que saía as 6h45 pra Paris – sim, um ônibus: e esse, ao contrário do trem, atrasa por aqui... Até cheguei a ficar preocupado, uma vez q meus horários não estavam folgados e eu não estou carregando um relógio. Mas enfim, retomando: metrô e RER até o aeroporto, avião até a Finlândia, em Helsinki – a capital.
Se até então, mesmo passado Natal e Ano Novo, não tinha nevado, logo na chegada tava tudo meio branco demais... O dia tinha sido cansativo até então, mas ainda não estava no meu destino: corri pra pegar um ônibus q saía do aeroporto e ia pra Turku. Rolou até uma troca de ônibus. Sabe como se faz integração de metrô? Pois é... Estranhíssimo. E o mais estranho é q o outro ônibus, q vinha de outro lugar e com outros passageiros chegou ao mesmíssimo instante no lugar da “integração”.
Chegando em Turku, tinha uma garota me esperando – Sarah, minha tutora finlandesa que tem sueco como língua materna. Ela me apresentou meu ap, que passará a ser chamado de “aqui”, lugar legal, com uma cozinha e uma sala comum e três quartos individuais, além de um chuveiro separado da casinha – coisa comum nas europas – e uma despensa. Fora isso, havia também uma faca sem fio e sal. Um papel higiênico tb, q logo se mostrou mto útil. Nada mais. Felizmente tinha acabado de ganhar um copo (Valeu Pará!)
No dia seguinte, o meu roommate se apresenta – Adam, da Eslováquia, q tem se mostrado gente boa pra caralho – e já sai me apressando pra irmos comer alguma coisa no centro. Pelo q ele tinha me dito, achei q o comércio ia fechar mais cedo (eu tava achando q era domingo, prova de que estava completamente perdido nos dias, talvez pela virada de ano novo ou pela noite de fato virada...). Descubro q a tutora dele e outra garota, também tutora, tinham combinado de se encontrar na “Praça do mercado”. Comigo de bicão, estamos em sete pessoas...
Foi legal q no dia seguinte, um domingo, os 5 intercambistas nos reunimos pra não passarmos o domingo sozinhos.
Enfim, hj é segunda-feira, o dia q escrevo, e pela manhã, o termômetro da minha cozinha mostrava -16ºC. Tendo a acreditar nele. Mas durante o dia esquentou – até nevou... E, agora, às 00h35, o mesmo termômetro marca -2,5ºC.
Hj rolou o primeiro dia de um “Curso de orientação para intercambistas”. Aparentemente, há umas 40 pessoas, q, como eu, acabaram de chegar. Uma galera do Quebéc, umas 3 chilenas, uma americana, e bastante gente da Europa – Rep. Tcheca, Eslováquia, Áustria, Espanha, Alemanha, Polônia, França, ... E dá-lhe ouvir blábláblá, pagar taxa disso e daquilo e receber papel pra ler.
Agora chega. Depois escrevo mais.
Enfim, esse texto foi feito na segunda-feira, dia 5jan... Enjoy it:
Ok, eu ainda não tenho internet no meu apartamento, então escrevo pra o meu computador sem nem saber se eu vou postar esse texto em algum lugar obscuro da internet ou não...
Mas o fato é que estar na Finlândia e ver e viver coisas que eu nunca tinha visto me faz ter vontade de escrever isso. Seria isso algum tipo de diário?
Enfim, após curtir fantásticas companhias em Paris, Antuééééééérpia e região, eu embarquei nessa pequena-grande aventura até essa terra de gelo. Após passar a noite do dia 1 pro dia 2 em claro, peguei um ônibus que saía as 6h45 pra Paris – sim, um ônibus: e esse, ao contrário do trem, atrasa por aqui... Até cheguei a ficar preocupado, uma vez q meus horários não estavam folgados e eu não estou carregando um relógio. Mas enfim, retomando: metrô e RER até o aeroporto, avião até a Finlândia, em Helsinki – a capital.
Se até então, mesmo passado Natal e Ano Novo, não tinha nevado, logo na chegada tava tudo meio branco demais... O dia tinha sido cansativo até então, mas ainda não estava no meu destino: corri pra pegar um ônibus q saía do aeroporto e ia pra Turku. Rolou até uma troca de ônibus. Sabe como se faz integração de metrô? Pois é... Estranhíssimo. E o mais estranho é q o outro ônibus, q vinha de outro lugar e com outros passageiros chegou ao mesmíssimo instante no lugar da “integração”.
Chegando em Turku, tinha uma garota me esperando – Sarah, minha tutora finlandesa que tem sueco como língua materna. Ela me apresentou meu ap, que passará a ser chamado de “aqui”, lugar legal, com uma cozinha e uma sala comum e três quartos individuais, além de um chuveiro separado da casinha – coisa comum nas europas – e uma despensa. Fora isso, havia também uma faca sem fio e sal. Um papel higiênico tb, q logo se mostrou mto útil. Nada mais. Felizmente tinha acabado de ganhar um copo (Valeu Pará!)
No dia seguinte, o meu roommate se apresenta – Adam, da Eslováquia, q tem se mostrado gente boa pra caralho – e já sai me apressando pra irmos comer alguma coisa no centro. Pelo q ele tinha me dito, achei q o comércio ia fechar mais cedo (eu tava achando q era domingo, prova de que estava completamente perdido nos dias, talvez pela virada de ano novo ou pela noite de fato virada...). Descubro q a tutora dele e outra garota, também tutora, tinham combinado de se encontrar na “Praça do mercado”. Comigo de bicão, estamos em sete pessoas...
Foi legal q no dia seguinte, um domingo, os 5 intercambistas nos reunimos pra não passarmos o domingo sozinhos.
Enfim, hj é segunda-feira, o dia q escrevo, e pela manhã, o termômetro da minha cozinha mostrava -16ºC. Tendo a acreditar nele. Mas durante o dia esquentou – até nevou... E, agora, às 00h35, o mesmo termômetro marca -2,5ºC.
Hj rolou o primeiro dia de um “Curso de orientação para intercambistas”. Aparentemente, há umas 40 pessoas, q, como eu, acabaram de chegar. Uma galera do Quebéc, umas 3 chilenas, uma americana, e bastante gente da Europa – Rep. Tcheca, Eslováquia, Áustria, Espanha, Alemanha, Polônia, França, ... E dá-lhe ouvir blábláblá, pagar taxa disso e daquilo e receber papel pra ler.
Agora chega. Depois escrevo mais.
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