segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Ônibus...

Åbo – pra quem acabou de chegar, esse é o nome da cidade que eu estou morando – é uma cidade pequena, com uns 175 mil habitantes. Isso significa que aqui não existe trânsito. Dessa forma, se faz possível prever a hora que os ônibus vão passar, com um simples caderninho com todos os horários de saída dos ônibus de seus respectivos pontos finais. Coisa simples, que poderia ser feita em São Paulo. Só que não seria eficiente, dada a previsibilidade do trânsito de sampa.
Tudo muito intuitivo e simples pra quem pega ônibus e se locomove no precário transporte público da caótica megalópole paulistana. Mas tem sempre um desacostumado com ônibus... Anteontem foi o dia de uma garota estadunidense, acostumada – como qualquer americano – a ter seu próprio carro.

Aqui, todos os ônibus passam pela “Kauppatori”, a “Praça do Mercado”, e portanto saem da praça em dois sentidos. Enfim, a garota não queria esperar mais vinte minutos pelo ônibus certo e resolveu pegar o ônibus no outro sentido. Meia hora depois, recebo uma ligação – ela estava numas ilhas, ao sul da cidade, longe de tudo. Acabou levando mais uma hora pra ela chegar aqui em casa, onde tava rolando um esquenta pra balada.
Enfim. De noite há menos linhas rodando, e todas elas têm um trajeto diferente, pra cobrir a cidade da mesma forma. O último ônibus sai as 2h30. Por volta das 3, recebo uma ligação da mesma garota: perdi minha parada, tou no meio do nada e nem sei onde é isso... Toca resgatar a coitada.

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